No dia 1º de junho, moradores e vizinhos do edifício Benedito Cunha, no bairro Maraponga, presenciaram o rompimento das colunas de sustentação do prédio, que desabou parcialmente logo em seguida. Neste sábado, uma semana após o desastre, quem mora próximo ao imóvel percebe que a estrutura está cada vez mais danificada e pode ruir a qualquer momento, comprometendo a segurança das edificações do entorno.
O microempresário Aluísio Almeida, morador da área que está acolhendo quatro condôminos do edifício em sua própria casa, nota que as rachaduras aumentaram. “Estamos vendo que ele está cedendo e queremos saber o que as autoridades vão fazer. Não há engenheiro que recupere um prédio desse. Ou demole logo, ou vai ser um efeito dominó. Depois que acontecer isso, é que vão fazer a demolição?”, questiona.
Diana Duarte, moradora da casa vizinha ao prédio, que também está interditada, teme que a chuva amoleça ainda mais a estrutura e que o desabamento possa destruir sua residência, onde a mãe dela, de 84 anos, criou sete filhos. “Agradecemos a quem aparece com doações, mas todo mundo quer sua casa. A gente quer nosso lar de volta, a vida normal que a gente tinhaantigamente”, emociona-se, lembrando que a idosa fica bastante preocupada.
