As novas regras delimitaram ainda mais a alimentação e até a vestimenta das familiares, o que impediu de muitas pessoas entrarem nas unidades penitenciárias e casou revolta. A lista de alimentos permitidos foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 22 de janeiro deste ano.
Elizabete Marques não conseguiu visitar um parente porque estava com um vestido estampado. "(Disseram) que não pode entrar porque a roupa é estampada. Dentro da minha roupa, não tem nada", alega. Ao ser questionada se as visitas receberam alguma orientação sobre a vestimenta, ela responde: "Toda branca, igual dos presos. Roupa toda branca, chinela branca".
Já Ana Dias recebeu a informação sobre a vestimenta e a alimentação a tempo e conseguiu ver o familiar. "Só entra quatro sanduíches, um refrigerante, uma água e uns higiênicos. O preso tem que comer e o que não terminar de comer, volta. Tem que sair, traz de volta, não deixa lá", conta.
Outra familiar de um preso, que preferiu não se identificar, saiu do Interior para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) na esperança de ver o ente querido, mas não conseguiu. "Só está entrando roupa clara, nem rosa bebê entra. Eles estão querendo chinela branca, calça branca, camiseta branca, ou então cinza claro. E as mãezinhas do Interior todas voltando, porque eles avisaram essa visita só ontem (sexta-feira) à tarde, ninguém sabia", reclama.
Questionada sobre as modificações das regras de visitação e a falta de informação a familiares ainda na manhã deste sábado (16), a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) não respondeu a demanda até a publicação desta matéria.
Cinco presídios retomaram visitas
Unidade Penitenciária Francisco Adalberto de Barros Leal (antigo presídio do Carrapicho), em Caucaia
Unidade Prisional Agente Luciano Andrade Lima (CPPL I), em Itaitinga
Instituto Penal Professor Olavo Oliveira II (IPPOO II), em Itaitinga
Unidade Prisional Professor José Jucá Neto (CPPL III), em Itaitinga
Unidade Prisional Professor José Sobreira de Amorim, em Itaitinga
fonte DN
