No entanto, o jovem não revelou na gravação o envolvimento com os assassinos nem na elaboração do plano criminoso e se apresentou apenas como uma testemunha da tragédia.
"A gente gostava bastante de videogame, bastante de armas. A gente sempre gostou bastante de armas. Basicamente isso. Ele era quieto, mas era querido. Ele não sofria bullying. Ele era o cara que fazia bullying", revelou o adolescente com exclusividade ao apresentador Matheus Furlan.
O jovem disse ainda que a intenção dos assassinos era matar ainda mais pessoas. "Tudo o que ele fez, estava planejando. Pela munição que levou, ele queria matar mais pessoas. Pelo menos 50 mortos", revelou.
Irmã poupada por assassinos
A irmã do adolescente que ajudou no planejamento do ataque teria sido poupada por um dos assassinos durante a invasão à escola Raul Brasil, na última quarta. "Eu acho, inclusive, que ele deixou ela [irmã] sair. [Meus pais] Choraram bastante."
Inspiração em Columbine
O rapaz também diz acreditar que Guilherme pode ter se inspirado no massacre de Columbine, nos Estados Unidos, ocorrido em 1999, quando dois atiradores mataram 13 e depois tiraram a própria vida.
"Ele gostava bastante de um caso nos Estados Unidos, da escola Columbine, que jovens entraram lá e mataram muita gente. Ele falava: ´Se eu entrava naquela escola, eu fazia isso, isso e isso´".
Insensibilidade
O adolescente demonstrou indiferença em relação ao sofrimento dos jovens devido ao brutal ataque praticado por Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro, que matou dez pessoas e deixou outros 11 feridos.
"[Estudantes] Provavelmente bem tristes, né. Chorando, desmaiando, não sei qual é o sentimento, essa angústia", disse o menino na entrevista. Perguntado pelo repórter da Record TV se sentia alguma revolta, o jovem foi categórico: "Não".
Depoimento
O jovem chegou ao fórum de Suzano por volta das 11h desta sexta-feira, acompanhado da mãe e de um delegado da Polícia Civil para ser ouvido por representantes do Ministério Público do Estado.
Policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do adolescente, após determinação da Justiça. A partir do depoimento concedido ao MP, será decidido se haverá internação. Em virtude das determinações do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o processo tramita em segredo de Justiça.
Troca de mensagens com assassino
Funcionários do estacionamento no qual os assassinos deixavam o carro alugado para a ação — e onde planejavam o crime — contaram em depoimento à polícia que viram três pessoas.
O jovem se comunicava com Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, por mensagens no WhatsApp. Na conversa, ambos falaram sobre treinamento em um estande de tiros.
Fonte: R7
