Os poucos móveis abrigados nos barracos de madeira, às margens do rio, precisaram ser suspensos em tijolos. Vídeos gravados por moradores registraram o momento em que a água começou a subir e se aproximar das casas. O gestor de seguros Neto Rodrigues, 25, morador do bairro, relata que o problema é antigo. “A barragem está construída, estão aumentando a vazão e a água vem subindo. Já é a segunda vez. A Prefeitura veio em algumas residências, mas não em todas. A gente nem compra nada, por medo de perder tudo. Não dorme à noite nem faz feira”, lamenta.
As perdas materiais – que tiram o sono e geram um desconhecimento do que é dignidade e qualidade de vida – também são contabilizadas pela dona de casa Neci Pereira, que mora no Conjunto Palmeiras há 23 dos 45 anos de idade, e afirma que há 18 não aconteciam inundações na região. “O rio não enchia como agora, com essa barragem, que qualquer chuvinha enche. A gente é que sofre, porque a água sobe e entra nas casas. A casa da minha filha ficou pelo meio de água, ela perdeu um guarda-roupa novinho. Muita gente perdeu as coisas”, relata Neci.
fonte DN


