Com o jovem de 16 anos, as investigações conduzidas pelo MPRJ mostraram que, no dia 14 de março do ano passado, “o denunciado constrangeu o jovem, mediante ameaça, em razão do temor reverencial, a praticar e permitir que com ele praticasse ato libidinoso”.
Segundo o Ministério Público, aproveitando-se da “confissão comunitária”, o padre chamou o jovem para se confessar individualmente, “afirmando ter reparado que o mesmo estava muito nervoso e, após ficarem em local isolado, praticou o ato”.
No caso dos dois menores de 13 anos, o crime ocorreu no dia 29 de março do ano passado. Conforme a denúncia, Paes Junior aproveitou-se “do respeito e da confiança que a vítima depositava nele devido à sua função paroquial e colocou uma das crianças em seu colo no momento em que estava sozinho com a mesma, tomando a sua confissão”.
Quanto ao outro menor, diz a denúncia: “em data que não pôde ser precisada, porém no mesmo mês de março, o padre aproveitou que a criança estava na sacristia da igreja vendo suas vestes para a celebração da missa, por se tratar de um coroinha, para praticar os atos libidinosos”.
Em nota, o MPRJ informa que o pároco foi denunciado no Código Penal com base nos artigos 213 (estupro, com pena prevista de reclusão de 6 a 10 anos) e 217-A (estupro de vulnerável, com pena prevista de reclusão de 8 a 15 anos).
A assessoria da Arquidiocese de Niterói informou, por meio de nota, que a parte denunciada até o momento do contato não tinha recebido do Ministério Público a acusação oficial e o seu conteúdo.
Fonte: Veja
