Por meio de nota, a Polícia Militar informou que o Batalhão de Choque foi surpreendido por pessoas armadas e teve de reagir. Nas redes sociais, nas páginas como Favela da Rocinha e Rocinha Alerta, moradores afirmam que as vítimas se renderam, mas, ainda assim, foram executados pelos policiais.
Também informam que mais dois criminosos atingidos por balas conseguiram fugir a pé pela mata, escapando do cerco. A PM não comentou as denúncias.
A Rocinha, uma comunidade com cerca de 70 mil pessoas e uma das maiores favelas do país, teve a rede elétrica atingida e está sem luz. A Light, concessionária de energia, informou que, diante da insegurança, não pode enviar técnicos para reestabelecer o fornecimento.
Também nas redes sociais, moradores reclamaram por terem equipamentos afetados no sábado, dia de descanso de boa parte das famílias. Outros contaram que, por conta dos tiroteios, não conseguiram sair para trabalhar.
Além disso, abusos policiais foram denunciados por movimentos sociais da favela. O suposto confronto com a PM ocorreu na Rua 2 e na localidade conhecida como "Roupa Suja". No local, foram encontrados pelos policiais um fuzil, sete pistolas e duas granadas.
A PM mantém patrulhamento reforçado na comunidade desde setembro de 2017, quando bandidos de facção criminosa rival à instalada na Rocinha tentaram retomar o controle da venda de drogas. Para auxiliar as polícias, cerca de 1 mil agentes das Forças Armadas fizeram um cerco no local. Nenhum dos traficantes líderes do confronto foi preso, à época.
Marechal
Neste sábado, foi sepultado no Cemitério do Caju, no centro, o morador Antônio Ferreira, de 70 anos, conhecido como Marechal, vítima dos tiroteios provocados pelas operações policiais, na quarta-feira (21). Na mesma ação, o PM Felipe Santos de Mesquita, de 28 anos, baleado no abdômen, também morreu.
fonte DN
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