-->

Queda de braço' entre governador Camilo Santana e policiais civis em greve entra na terceira semana sem solução

No fim de semana, servidores fizeram manifestação no Aeroporto Internacional Pinto Martins e prosseguem com acampamento no Abolição

No sábado (5), os policiais fizeram protesto no saguão do Aeroporto Pinto Martins
Em greve há 10 dias, policiais civis do Ceará mantêm firme a idéia de somente retornar ao trabalho com o cumprimento pelo governo de suas reivindicações. Na última sexta-feira (4), o governador do Estado, Camilo Santana (PT), fez um apelo para a categoria acabar a greve. Contudo, não disse se irá cumprir o compromisso com a classe quando era candidato ao cargo. A “queda de braço” entre as duas partes parece estar longe de ser resolvida.
Em um documento público, assinado e divulgado na época, Santana se comprometeu com a categoria em, ainda no primeiro ano de governo, realizar a reestrutura da carreira, tornando-a de nível superior. Não cumpriu a promessa e agora se vê diante de uma classe indignada.
Na tarde do último sábado, os policiais civis ampliaram a onda de manifestações públicas iniciadas há duas semanas – com protestos na Avenida Beira-Mar e em frente ao Palácio da Abolição. Foram até o Aeroporto Internacional Pinto Martins abriram faixas e cartazes no saguão de embarque e desembarque, revelando para turistas nacionais e estrangeiros o movimento da categoria e dando uma resposta ao delegado-geral da instituição, Andrade Júnior, que chamou os grevistas de “pilantras”.
Pilantras?
Na última sexta-feira (4), Andrade Júnior voltou a falar sobre o assunto, pediu desculpas à categoria mas reiterou que a palavra “pilantras” foi dirigida aos que estão fomentando a greve e incentivando o fechamento das delegacias. “Para estes, eu confirmo, que são pilantras”.
Já o governador tentou amenizar o impacto das declarações do chefe da Polícia Civil, considerando que Andrade teria tido um “momento de infelicidade” ao proferir as duras palavras aos grevistas.  O governador disse, ainda, que o Estado concedeu um aumento da ordem de 30 por cento para a categoria com o recebimento já na folha de setembro (paga no começo de outubro). Mas não falou da sua promessa não cumprida.  
Se na Capital, o movimento da categoria continua a pleno vapor, no Interior as manifestações também vêm ganhando corpo, principalmente nas cidades que abrigam delegacias regionais, como Juazeiro do Norte e Sobral.  Em Barbalha (a 538Km de Fortaleza), os servidores também fizeram atos públicos. Em Sobral, eles montaram um acampamento à exemplo do que fizeram na Capital. 
Por FERNANDO RIBEIRO 

Clique aqui para comentar