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Suspeitas cercam investigação policial sobre assassinato de jovem na cidade de Acopiara -


Dezenas de pessoas na Missa de 7º Dia de Karina, ontem à noite
O assassinato da jovem Karina Firmino, 21 anos, em Acopiara, na região Centro-Sul do Estado (340Km de Fortaleza), vem causando um clima de indignação e revolta na população daquele Município. Pelo menos, dois policiais (uma escrivã da Polícia Civil e um soldado da PM) são tidos como suspeitos de terem “encomendado” a morte da garota. Ambos atuam naquela cidade. Ela na Delegacia da Polícia Civil. Ele, no Destacamento da PM.
Mesmo assim, com as suspeitas em torno dos dois agentes da Segurança Pública (identidades preservadas por ainda estarem os policiais na condição de investigados), o inquérito que apura a morte violenta da jovem continua tramitando na própria Delegacia de Polícia Civil de Acopiara, onde a escrivã trabalha. A transferência do caso para a Capital não foi ainda determinada pela Delegacia-Geral da instituição, o que provoca dúvidas acerca da lisura na apuração e gera indignação na população e na família da jovem assassinada.
Na noite desta quarta-feira (11), a população de Acopiara lotou o pátio externo da Igreja-Matriz para acompanhar a missa de 7º Dia em sufrágio da alma de Karina Firmino. Centenas de pessoas acompanharam a celebração religiosa e demonstraram solidariedade à família e a indignação diante da postura suspeita da investigação.
Hoje (12), uma manifestação está prevista para percorrer as principais ruas da cidade. Os moradores vão protestar por Justiça e exigir da Justiça e do Ministério Público uma providência diante da postura da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que ainda não se manifestou diante da permanência do inquérito na Delegacia de Acopiara.
Nem a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) nem a Delegacia Geral da Polícia Civil se pronunciaram até o momento sobre o caso.
O fato poderá ser denunciado ao Centro de Apoio Operacional Criminal, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública, órgão especial da Procuradoria Geral de Justiça/PGJ (Ministério Público Estadual).
O crime
Karina Firmino, mãe de uma criança de apenas 8 meses de vida, foi assassinada a tiros na noite do último dia 4, por volta de 21 horas, quando chegava em casa, na cidade de Acopiara.  Dopis bandidos montaram uma emboscada e atiraram na vítima quando esta desembarcava de sua motocicleta. Baleada quatro vezes, no tórax e abdome, a jovem morreu horas depois no Hospital Regional de Iguatu, para onde havia sido transferida em estado grave.
A hipótese de um latrocínio (roubo seguido de morte) foi logo descartada.  Os pistoleiros, que minutos antes haviam encarado a vítima e uma amiga, quando estas conversavam em uma lanchonete no Centro da cidade,  nada roubaram. Com Karina foi encontrado o seu celular. Nele havia várias ligações feitas para ela por seu namorado, um soldado da PM casado com uma escrivã da Delegacia de Acopiara.
A família afirma que a garota vinha sofrendo ameaças logo após dar à luz ao filho, fruto do relacionamento extra-conjugal do soldado PM, esposo da escrivã da Polícia Civil.
FONTE BLOG FERNANDO RIBEIRO.


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