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Não foi má-fé', diz defensor sobre falso endereço dado por Suzane Para ele houve equívoco em cadastro; SAP diz que presos têm que atualizar. Ela havia sido autorizada a deixar o presídio na saída de Dia das Mães.


O defensor de Suzane von Richthofen, Rui Freire, disse na tarde desta segunda-feira (9) que não houve má -fé da presa ao ser encontrada em endereço diferente do informado às autoridades para ter autorizada a saída temporária de Dia das Mães, no último dia 4. Por conta da infração, Suzane retornou ao presídio em Tremembé (SP) um dia antes do prazo e está isolada.
Freire explicou ao G1 que o endereço repassado à Justiça constava no sistema de cadastro de visitas da unidade onde ela está presa, a Santa Maria Eufrásia Pelletier. Suzane apenas indicou às autoridades o nome da pessoa que a receberia no período. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) contesta o argumento. (leia mais abaixo e veja documento assinado pela detenta)
Suzane foi para uma casa na zona rural de Angatuba (SP), que pertence à família de uma interna do presídio, que é amiga dela e ofereceu abrigo durante o benefício. A presa já teria ido para o mesmo endereço no feriado de Páscoa.
"Foi uma grande confusão e quem tem menos culpa nisso é a Suzane. Era um endereço antigo cadastrado da família dessa pessoa [que deu abrigo à ela], onde funcionava uma farmácia deles e passou a não ser mais há cerca de um ano", explicou.
O endereço da família atual é na mesma cidade - é a casa onde Suzane foi achada pela polícia após reportagem do Fantástico exibida neste domingo (8).
Processo
Ele disse que Suzane vai ter a oportunidade de explicar isso à Justiça, provavelmente na próxima semana, e acredita que ela será absolvida no processo administrativo que responde por conta da conduta. "Não foi ela quem apresentou esse documento de residência, não ser imputada a ela essa responsabilidade", afirmou.
Freire afirmou ainda que acredita que esse seja o endereço ficou mantido no cadastro do sistema prisional porque o local onde Suzane realmente ficou é na zona rural - um local de difícil acesso, com dificuldade para entrega de correspondência e outros contatos.
Documento saída temporária de Suzane von Richthofen (Foto: Divulgação/Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo)Documento da saída temporária de Suzane 
Richthofen (Foto: Divulgação/SAP)
A SAP informou em nota que o argumento apresentado pelo defensor de que o presídio teria se validado de documentação antiga não tem procedência, já que é de responsabilidade dos presos a atualização da lista de endereço e o nome dos visitantes.
A pasta informou ainda que a detenta assinou um termo de declaração e compromisso no qual ela informava o endereço onde deveria permanecer durante o período de saída temporária.
Penalidade
Por conta da infração, Suzane foi capturada na noite deste domingo (8) e voltou a Tremembé 0h10 desta segunda . Ela está em uma solitária, em um regime de observação.

No processo administrativo que responde e não tem prazo para ser concluído, se for considerada culpada, Suzane pode ser penalizada com a regressão ao regime fechado. Nele, a presa perderia o direito a cinco saídas temporárias. Se a pena for mais branda, ela pode ainda ter as saídas suspensas pode ser por prazo determinado.


Semiaberto
Desde outubro de 2015,  Suzane está regime semiaberto. Nele, ela tem direito a cinco saídas temporárias por ano, sendo Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, além de Natal e Ano Novo.

A saída de Dia das Mães, no último dia 4, era a segunda ocasião em que ela deixava o presídio no interior paulista. A próxima saída temporária prevista é a do Dia dos Pais, em agosto.
Na tentativa de saída no Natal do ano passado, Suzane foi barrada pela Justiça por indicar um endereço considerado suspeito.
fonte G1

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