Macedão respira aliviado. Adail Carneiro, no comando do diretório cearense, intercedeu pelo colega junto à cúpula do partido e Macedão escapou da expulsão do PP. A decisão do Partido Progressista de não punir os sete deputados federal que se posicionaram a favor da presidente Dilma Rousseff (PT) na votação do impechment na Câmara dos Deputados (17/04) também foi motivada pelo desejo da sigla de manter um bancada forte na Casa.
Com esse objetivo, o PP deve limitar as punições a intervenções nos diretórios estaduais. No Ceará, o comando saiu das mãos do ex-deputado José Linhares para o deputado federal Adail Carneiro. O parlamentar foi exonerado pelo governador Camilo Santana (PT) do cargo de assessor-especial do governador para reassumir o mandato na Câmara e votar contra o impeachment, mas, no último momento, votou a favor. Fez bom negócio.
Pela mudança, Adail foi presenteado com o comando da sigla no Ceará, que deixa a influência do grupo político de Cid Gomes (PSD) para se alinhar ao senador Eunício Oliveira (PMDB). O PP hoje tem a quarta maior bancada na Câmara, com 47 deputados.
Dos partidos que fecharam questão sobre o impeachment, apenas o PDT, contra o impeachment, deve expulsar os deputados que não seguiram as ordens da bancada. Seis deputados votaram a favor.
Dissidentes
Waldir Maranhão, Macedo, Roberto Brito e Ronaldo Carletto votaram contra o impeachment. Beto Salame, Cacá Leão e Mário Negromonte se abstiveram.
Outras mudanças
Na Bahia, o PP deve respeitar a aliança do vice-governador e presidente da sigla no Estado, João Leão, com o governador Rui Costa (PT) que levou os deputados baianos a votar com Dilma. No Pará, Beto Salame também deve perder a liderança.
No Maranhão, Waldir Maranhçao, 1º vice-presidente da Câmara, perde a liderança. Waldir é aliado do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), mas votou contra o impeachment para fazer oposição ao ex-presidente José Sarney, que votou a favor. Sarney e Waldir são adversários políticos no Estado.
CEARÁ NEWS.
