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Vejo corpos por todos os lados': Os testemunhos da tragédia em Meca

Tumulto ocorrido na quinta-feira durante peregrinação anual de Hajj, na Arábia Saudita, matou pelo menos 717 pessoas e feriu mais de 860.








Um grande tumulto ocorrido na última quinta-feira (24) durante a peregrinação anual de Hajj, na Arábia Saudita, matou pelo menos 717 pessoas e feriu mais de 860. Foi o pior episódio do tipo em 25 anos.
Confira abaixo relatos de algumas testemunhas presentes no momento da tragédia, entre elas jornalistas da BBC
.Onde eu estou, aqui no centro da cidade de Mina, posso ver corpos mortos por todos os lados, envoltos em lençóis brancos. A polícia montou barricadas na área para que eu não pudesse contá-los, mas os corpos sAlguns familiares permanecem nas proximidades. Outros peregrinos chegam para ver o que aconteceu e prestar solidariedade às famílias dos mortos. Policiais impedem as pessoas de passar pela área enquanto tentam remover os corpos. Ambulâncias vão e vêm".
"Por causa da limitação do acesso, não sabemos o que as ambulâncias estão fazendo. Helicópteros sobrevoam a área onde os corpos estão sendo guardados".e estendem até perder de vista".

Eu estava no meio da multidão e muitas pessoas, diria nove em cada dez, estavam ali pacificamente. Mas havia muito jovens e o calor estava insuportável. As pessoas queriam fazer (a peregrinação) rapidamente, queriam terminá-la e, por causa do calor, havia muito empurra-empurra.
"Não acredito no que aconteceu. É trágico. No final do dia, teremos de levantar nossas mãos para o céu e pedir que Alá seja misericordioso conosco".
"Não havia polícia" - Lamidi Bamidele, fotógrafo do jornal Vanguard, da Nigéria

"Estava no centro do tumulto", afirmou Bamidele ao jornal onde trabalha. "Não havia nenhum sinal (de presença) da polícia saudita e de guardas de trânsito que costumam controlar o fluxo de pessoas. Na verdade, eles só chegaram depois do tumulto. Consegui escapar sem nenhum ferimento".

'Retiramos os corpos com a polícia' - Ahmed Abu Bakr, da Líbia

"Havia uma multidão. A polícia fechou todas as entradas e as saídas do campo de peregrinos, deixando apenas uma."

"Vi corpos na minha frente, muitos deles feridos e outros sufocados. Nós retiramos as vítimas com a polícia. Eles (a polícia) não sabiam nem mesmo as ruas e os locais próximos daqui".
g1

'As pessoas caíam no chão gritando por socorro' - Tchima Illa Issoufou, do serviço hausa da BBC

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