Nos últimos argumentos, a defesa de Temer, coordenada pelo advogado Gustavo Guedes, pede ao tribunal que as contas da campanha de Temer sejam separadas das de Dilma e que sejam anulados os depoimentos da Odebrecht.
Na peça, a que o Blog teve acesso, a defesa diz que "Temer não pode sofrer qualquer apenamento por atos de terceiros".
"Tratando-se de duas pessoas distintas, embora eleitas pela mesma chapa, não se lhes pode imputar, em conjunto, a pratica de crimes eleitorais pelo fato de terem estado em coligação partidária. Se é certo a existência de chapa unica, e também curial tratar-se de coligação politicamente circunstancial de dois candidatos, como referido, personalidades de partidos políticos cujas campanhas receberam recursos de origem comprovadamente diversa, independentes, portanto" escreveu na peça a defesa.
No final das alegações, os advogados do PMDB pedem que o mandato de Temer seja mantido.
"Por fim, reitera-se a apreciação das condutas individualmente, por não haver rigorosamente nenhum apontamento em relação ao presidente Michel Temer, devendo a demanda ser julgada improcedente no que toca ao representado e mantido o seu mandato na Presidência da República", afirmam os advogados.
Fonte: G1